Irmãos do Sagrado Coração
Carisma
 
Meus queridos Educadores  Corazonistas:
 
Passo a responder a outra de suas perguntas: Por que diante de muitas necessidades e das realidades diversas, o senhor optou  pelas crianças? O que o motivou?
 
Fiquei muito satisfeito com minha vocação sacerdotal, especialmente como um pregador de missões. Mas eu não podia ir para as ruas de Lyon com os olhos fechados e começei a ver tantas crianças abandonadas. Na realidade eu não os procurei eles, mas foram eles que  foram ao meu encontro, e assim descobri um novo chamado de Deus em minha vida.
 
Então eu percebi que não poderia ser apenas um "pregador da palavra".  Aquelas crianças necessitavam não de  sermões e sim de ajuda. E em cada criança das ruas e nos órfãos e esses adolescentes que estavam nas prisões, começei a descobrir o rosto do próprio Jesus.
 
Senti em meu coração o  Amor de Deus como um fogo que me impulsionava a dar uma resposta. Quem era eu para resistir ao seu projeto?
 
E minha resposta foi encontrar educadores para eles. Primeiro foram profisionais, porém como as coisas não deram o resultado  esperado, pensei em uma congregação religiosa.

Assim nasceu dos Irmãos do Sagrado Coração, pessoas simples, mas inflamada do fogo do Coração de Jesus e dispostos a dar uma educação adequada as crianças que carecem de quase tudo, mas sobre tudo de Educação,  de carinho e de futuro.
 
Eles serian minhas mãos, minha mente, meu coração para responder à nova chamada que tinha dado novo sentido em minha vida.
 
E vocês,  educadores Corazonistas do século XXI  estão dispostos a ser  também esta resposta? A ser em suas Escolas, e Centros Sociais como  pedía ao irmão Borja, "meu outro Eu"?

Confie  sempre no Senhor! Ele é nosso refúgio, fortaleza e proteção!
 
Assim me despeço, com um abraço de pai, amigo e irmão.



 




O sentido de pertença a partir do Ir. Policarpo



 
Para os irmãos do Sagrado Coração a palavra "pertença" não deve ser usada com o significado corriqueiro do verbo "pertencer".

Para o irmão Policarpo, pertença não é apenas o ser parte, é mais, é principalmente fazer parte ativa. Está relacionada a uma ideia de enraizamento, de integração e interação plenas, em que o indivíduo constrói e é construído, em que se sente "vento" e "vela", em que planeja e também se vê parte de um projeto, em que modifica e é modificado. Para ele, a pessoa pode ser numa ocasião, o agente que dá força, dá ânimo, auxilia, suporta outra pessoa e, em outra ocasião, é ele próprio que, necessitando do mesmo tratamento, o recebe de seus pares. Assim, às vezes é “vento’, outras vezes é “vela”.

Os que estão repletos do "espírito de pertença" comungam do mesmo propósito, seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs: “A multidão (...) era um só coração e uma só alma...” (At 4,32).

Embebidos pelo espírito de pertença, os irmãos têm o desejo de ver outros co-irmãos recebendo às mesmas graças que as comunidades têm derramado sobre eles. O seu ideal é promover o fortalecimento e a expansão do Instituto, e para isso trabalham no sentido de vê-lo crescer e de surgirem novas comunidades. Estão animados por um ideal comum e desejam com alegria o que é bom para todos.

A primeira característica de quem está cheio do espírito de pertença é o seu desejo de servir desinteressadamente como ensinou Jesus (Mc 10, 45); ser cristão é assumir como lema de vida o serviço aos demais.

O espírito de pertença está fortemente relacionado ao serviço, à doação de si aos outros  e ao Instituto. As comunidades nos dão muitas forças e quem entende isso passa também a querer dar aos demais o que tem recebido. Na sua primeira carta Pedro exorta os irmãos: "Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pd 4,10). Dessa forma torna-se possível dizer: Eu pertenço ao INSTITUTO dos irmãos do Sagrado Coração, dele me nutro, a ele me doo.

A pertença também anda ao lado da fidelidade. Esta fidelidade é indissociável da responsabilidade que deve ter todo irmão em relação ao INSTITUTO. Em qualquer nível é a fidelidade que identifica o sentimento de pertença a esta Família Religiosa. Como na parábola dos talentos, o Instituto precisa de irmãos. A estes será dada a devida recompensa:

"Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor!" (Mt 25, 21). Se o irmão enterra o talento recebido, que ocupação terá, já que abandonou o seu instrumento de trabalho?

Se a pertença é serviço e fidelidade, o serviço e a fidelidade são o Amor. Não existe amor maior do que doar a sua vida pelos amigos ( Jo 15, 13).

É dedicando a sua vida e doando do seu amor que se pratica a pertença e, por sua vez, essa atitude nos faz re­ceber amor de volta. Santo Agostinho nos diz que "só o amor conhece o segredo de enriquecer cada vez mais a si mesmo dando aos outros”.

A pertença, portanto, implica no amor ao INSTITUTO. Compromisso, ação, fidelidade e zelo são suas palavras­ chave. É com essa compreensão que o irmão do Sagrado Coração diz: O Amor me compromete me faz parte ativa, me torna fiel, me torna responsável. E como desdobramento ele exala a per­tença dizendo: Eu entendo a mística (espiritualidade), vivo o carisma, adoto a pedagogia da confiança, sigo as regras, participo dos eventos, aceito os encargos.

 

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